quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Depois que descobri o recurso de agendamento de postagens, atualizar meus blogs ficou mais fácil. No outro eu consigo postar durante o feriado, e nesse aqui consegui ficar um mês longe sem ninguém notar.
Se tudo deu certo, esse texto vai ao ar no meu segundo dia de férias. Entre viagens e planejamentos, não consegui agendar mais textos. Mas a vida real pede mais dedicação do que a virtual, então é bom desplugar de vez em quando. Orkut, blog, msn, facebook comem um tempo que não volta nunca. E também cansa às vezes ficar presa num mundo em que cada um pode ser o que quiser, até que você mesma percebe que não reconhece mais tanta gente que estava ali ao lado.
Vou tirar a cara da tela e sair por aí, desligar msn e atender telefone. Porque faz falta ouvir vozes, dar risada junto, repartir as novidades, e é pra isso que servem as férias, no fim das contas. Ah, é para isso que serve a vida, isso sim.
And yeah, I'm still alive.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Pesquisa da Semana

"galeria do rock é tomada pelos emos"

Isso não é uma pergunta, mas sim uma afirmação. E eu tenho que concordar: a Galeria do Rock foi mesmo tomada pelos emos, da mesma maneira que tinha sido tomada pelos clubbers há alguns anos, lembram?
Mas a galeria do rock é um templo consagrado, então sempre haverá aqueles típicos exemplares perambulando pelos corredores: armários heavy metal cheios de tatuagens, góticos de sobretudo em pleno verão, hard rockers de calças justas e cabelos compridos, garotas punk com saias de pregas, cabelos coloridos e piercings... Então, colega roqueiro, pode continuar a frequentar a tranquilamente. Se houver emos demais, chegue perto deles e grite "buh!". Eles se assustam, saem correndo e o caminho fica livre outra vez.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Música para aprender a viver

Blues da piedade
Frejat/Cazuza


Agora eu vou cantar pros miseráveis
Que vagam pelo mundo derrotados
Pra essas sementes mal plantadas
Que já nascem com cara de abortadas

Pras pessoas de alma bem pequena
Remoendo pequenos problemas
Querendo sempre aquilo que não têm

Pra quem vê a luz
Mas não ilumina suas minicertezas
Vive contando dinheiro
E não muda quando é lua cheia

Pra quem não sabe amar
Fica esperando
Alguém que caiba no seu sonho
Como varizes que vão aumentando
Como insetos em volta da lâmpada

Vamos pedir piedade
Senhor, piedade
Pra essa gente careta e covarde
Vamos pedir piedade
Senhor, piedade
Lhes dê grandeza e um pouco de coragem

Quero cantar só para as pessoas fracas
Que tão no mundo e perderam a viagem
Quero cantar o blues
Com o pastor e o bumbo na praça

Vamos pedir piedade
Pois há um incêndio sob a chuva rala
Somos iguais em desgraça
Vamos cantar o blues da piedade

Vamos pedir piedade
Senhor, piedade
Pra essa gente careta e covarde
Vamos pedir piedade
Senhor, piedade
Lhes dê grandeza e um pouco de coragem


(Veja e ouça aqui)

Não tenho muito mais a comentar, já falei muito sobre isso. Todo mundo tem oportunidade de viver (e não apenas sobreviver), e eu acho um enorme desperdício se tornar espectador da própria existência. Ainda mais quando se é jovem e as opções são muitas.
Sempre há escolha, sempre há saída, sempre tem como recomeçar. Não é fácil, mas vale muito a pena.
A gente cresce na dor, mas cresce principalmente quando tem coragem.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Pesquisa da Semana

"como plantar flores de plastico"
Pergunta errada. O certo seria: pra quê plantar flores de plástico? Não vai me dizer que dá certo!
O mais inacreditável é que realmente existe algum pangaré por aí que pretende plantar flores artificiais. Quando eu digo que já perdi a fé na existência de vida inteligente na Terra, tenho embasamento teórico.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Coragem ou covardia?

Eu não condeno suicidas (aliás, eu não condeno ninguém - não acho que eu tenha esse direito). Mas também não entendo bem a que nível de desespero alguém consiga chegar para decidir colocar fim à própria vida.
Eu não serei hipócrita em afirmar que nunca pensei em morrer. Ah, eu pensei sim, e pensei muito. Pensei no quanto seria bom fechar os olhos e nunca mais abrir. Em como o destino seria generoso ao me tirar do jogo. Mas eu nunca pensei em tomar a iniciativa, talvez por falta de coragem.
Talvez seja uma grande covardia cometer suicídio. É um caminho mais fácil e curto: se não agrada, acabe com isso. Tirar a própria vida é acabar com os sofrimentos, as incertezas, as frustrações e todas as dores. Mas todas as pessoas passam por isso. Se tantos conseguem, será que para alguns é realmente tão mais difícil que se torna impossível continuar?
Mas o ato em si denota muita coragem. Pode ser que existam métodos indolores de suicídio (honestamente, nunca pensei muito sobre), mas todos eles envolvem dor ou risco. Imagine sufocar ou se afogar. Imagine se os comprimidos não foram o bastante e você acordar numa clínica psiquiátrica. Imagine se o tiro for incerto e você continuar vivo e com sequelas. Imagine considerar todas as possibilidades e mesmo assim manter o foco, premeditar e executar. Eu não teria coragem.
Não quero entrar no terreno religioso, embora parte de mim seja propensa a acreditar que dificilmente um suicida encontra um lugar melhor do que aqui quando chega às vias de fato. Eu não sei o que há lá, se é que realmente há. Espero que haja.
Para mim, o ponto principal é que mesmo quando uma vida chega ao fim, a existência não é apagada. Você pode optar por colocar fim às suas dores, mas isso vai causar dor e sofrimento em outras pessoas. Naqueles que serão obrigados a sobreviver a uma morte escolhida. Aprende-se a viver com esse vazio, mas acho que pode existir culpa. A família que fica, os amigos e até alguns conhecidos mais distante e cheios de compaixão passarão um tempo pensando no que poderia ter sido feito para evitar. Para ajudar, para aliviar a dor. Para quem era muito próximo, acho que esse pensamento nunca termina. De vez em quando um pai, uma mãe, um irmão ou um companheiro pensará: se eu tivesse escutado/ ligado/ feito/ ido/ proibido, não teria sido esse o fim.
Então eu penso que o suicídio é um ato tremendamente egoísta. É preciso muita coragem para dar o passo final, mas é um grande egoísmo acabar com o seu sofrimento transferindo-o para quem permanecerá vivo.